Mixtapes
Tamanha das Letras:

As fitas eram originalmente feitas pelos DJs para tocar

enquanto não podiam estar nos toca-discos. Elas representavam

o conceito de cada DJ, desde a ordem do set,

as entradas e saídas das mixagens, etc.

Lançada pela Phillips na década de 60, a fita cassete estabeleceu-

se como uma mídia barata e viável para divulgar

com eficiência a produção musical em cenas underground

- como no início do hip-hop, nos subúrbios nova-iorquinos,

final dos anos 70. Com a entrada dos aparelhos

de som nos carros e a invenção do Walkman pela Sony, no

início dos anos 80, as fitinhas ganharam fôlego na cultura

jovem. Assim, trabalhos de grandes nomes como Grandmaster

Flash, Afrika Bambaata, e outros ultrapassaram

fronteiras físicas, sociais e culturais. A mixtape virou sinônimo

de hip-hop. A música rap é um estilo muito dinâmico,

evolui a cada momento e não foi diferente com as

mixtapes. O formato dos anos 70 ainda permanece vivo,

mas não é o mais comum. Até meados da década de 90,

mixtapes eram basicamente amostras de DJs ou exposição

da sua habilidade. Eram como uma vitrine para mostrar o

talento de um Disc Jockey. Também serviram como vitrines

da produção local de determinada cena. Da mesma forma

que ocorreu com o hip-hop, também funciona hoje.

Exemplo disso é o grime, novo estilo da música urbana inglesa:

baseou sua popularização com as mixes, que hoje podem

ser encontradas nas prateleiras de uma megastore.

Com o tempo, alguns desses tapes começaram a apresentar

MCs mais do que DJs mixando e eram comercializados nas

lojas de discos underground ou na rua. A partir de meados

dos anos 90, a mixtape foi um celeiro de novos talentos nos

Estados Unidos. Delas, surgiram grandes nomes do rap

comercial atual como Eminem, 50 Cent, Jay-Z, Kanye

West, Lil Wayne, como também os principais nomes do

rap undergound, talentos como Mos Def (atualmente

mais ator de cinema do que MC), Lupe Fiasco, Talib

Kweli, entre outros.

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